Como calcular rapidamente quantos leads pelo Google seu escritório de advocacia precisa por mês
Você descobre quantos leads pelo Google para escritório de advocacia precisa por mês juntando três dados simples: meta de faturamento, tíquete médio real e taxa de conversão de lead em cliente.
A conta básica é esta:
Leads necessários = Meta de faturamento mensal / (Tíquete médio x Taxa de conversão em clientes)
Veja um exemplo de um escritório pequeno que atua em trabalhista e previdenciário:
- Meta de faturamento: R$ 50.000/mês
- Tíquete médio: R$ 3.000 por cliente
- Taxa de conversão de lead em cliente: 20% (0,20 na conta)
Passo a passo, sem mistério:
- Quantos novos clientes você precisa por mês?
R$ 50.000 / R$ 3.000 = 16,6 → arredondando, 17 novos clientes. - Quantos leads são necessários para gerar 17 clientes com 20% de conversão?
17 / 0,20 = 85 leads por mês.
Na prática: um escritório com esse perfil precisa de cerca de 85 leads qualificados por mês vindos do Google para fechar R$ 50.000 de faturamento recorrente.
Lead não é qualquer contato: o que conta (e o que não conta)
Muito advogado soma “gente que mandou mensagem” como se tudo fosse lead qualificado. Quando você faz isso, a sua taxa de conversão vira fantasia.
Para o nosso cálculo, lead qualificado é quem:
- Chegou até você com uma demanda jurídica minimamente clara (ex.: “tive benefício do INSS cortado e preciso entrar com ação”);
- Está dentro da sua área de atuação e região que você atende na prática;
- Tem alguma condição de contratar (não é só alguém pedindo “consulta completa gratuita pelo WhatsApp”);
- Tomou uma atitude ativa: preencheu formulário, chamou no WhatsApp, ligou ou respondeu sua oferta.
Agora veja o que não entra na conta de lead:
- Currículos de estagiários ou advogados recém-formados;
- Pedidos de parceria de contadores, correspondentes ou despachantes;
- Pessoas totalmente fora do seu escopo (ex.: você só atua em consumidor e o contato quer direito penal);
- Curiosos que só querem “uma orientaçãozinha” sem sinal real de que vão contratar alguém.
No digital, leads vindos do Google (orgânico ou anúncios) tendem a estar mais prontos para decidir do que contatos frios. Eles já pesquisaram o problema e, muitas vezes, já tentaram resolver sozinhos antes de chegar até você.
Tabela prática: quantos leads por mês você precisa em 3 cenários
Vamos colocar números em três metas típicas de escritórios pequenos. Usando como base:
- Tíquete médio: R$ 3.000
- Taxa de conversão de lead em cliente: 20%
| Meta mensal | Clientes necessários | Leads necessários/mês (20% conversão) | Cenário |
|---|---|---|---|
| R$ 20.000 | ≈ 7 clientes | ≈ 35 leads | Conservador (escritório bem pequeno, 1 advogado + apoio) |
| R$ 50.000 | ≈ 17 clientes | ≈ 85 leads | Realista (2 a 3 advogados, 1 secretária) |
| R$ 100.000 | ≈ 34 clientes | ≈ 170 leads | Agressivo (escritório pequeno já com estrutura e processos) |
Esses números não são “meta da vida”. São um ponto de partida para você cruzar com a realidade da sua região, do seu tipo de caso e da sua capacidade de atendimento.
Passo a passo para definir tíquete médio e meta de faturamento do seu escritório
Se você inventa o tíquete médio, todo o resto da conta vira conversa de bar. Então começamos ajustando esse número com dados reais.
Como calcular o tíquete médio usando dados dos últimos meses
Use pelo menos 3 meses de histórico. Se tiver 6, melhor ainda, porque dilui meses atípicos.
Tíquete médio = Receita total do período / Número de novos clientes no período
Exemplo 1: escritório cível que pega cobrança e indenizações (abril, maio e junho)
- Receita total com novos clientes: R$ 90.000
- Novos clientes no período: 30
- Tíquete médio: R$ 90.000 / 30 = R$ 3.000
Exemplo 2: trabalhista (sinal + êxito no mesmo período)
- Em 4 meses, 20 novos casos;
- Entradas (sinais) recebidos: R$ 40.000;
- Honorários de êxito recebidos nesse mesmo período: R$ 30.000;
- Receita total considerada: R$ 70.000;
- Tíquete médio: R$ 70.000 / 20 = R$ 3.500.
Exemplo 3: previdenciário (benefícios, BPC, revisões simples e complexas)
- Em 6 meses, 50 novos clientes;
- Receita total (entradas + êxitos recebidos nesse período): R$ 120.000;
- Tíquete médio: R$ 120.000 / 50 = R$ 2.400.
Se você atende em mais de uma área, pode valer a pena ter um tíquete médio por área e um geral do escritório. Isso ajuda muito na hora de decidir onde focar o marketing.
Quando considerar só a entrada e quando considerar o contrato inteiro
Se a maior parte dos seus honorários entra logo no começo do contrato (consultivo, empresarial mensalista, alguns pacotes cíveis), usar o valor total por contrato costuma bater com o seu fluxo de caixa.
Já em áreas em que o êxito demora ou é incerto, jogar tudo no mesmo saco pode iludir. Um escritório previdenciário que fecha muitos casos de alto valor, mas recebe a maior parte só 18 meses depois, tende a “parecer mais rico” na planilha do que no extrato bancário.
Uma forma mais segura para planejar a meta mensal é:
- Usar apenas a entrada para projetar o fluxo de caixa e pagar as contas do mês;
- Tratar o êxito como reforço de caixa e investimento (troca de sala, contratação, tecnologia), não como dinheiro garantido para sobreviver.
Se você quer ser mais conservador, calcule dois tíquetes médios distintos:
- Um considerando apenas entradas;
- Outro considerando entradas + êxitos que efetivamente caíram na conta.
Use o primeiro para garantir aluguel, equipe e pró-labore. Use o segundo para planejar crescimento e novas frentes de marketing.
Como definir uma meta de faturamento realista
Meta boa não é frase motivacional em post-it. Meta boa fecha conta no fim do mês.
Para um pequeno escritório, uma forma prática de chegar na meta mínima é:
- Somar os custos fixos mensais: aluguel, internet, contador, softwares, telefonia, locomoção básica, secretária, estagiário;
- Definir o pró-labore dos sócios: quanto cada sócio de fato precisa retirar, sem contar êxitos eventuais;
- Colocar uma margem de reinvestimento em marketing: em geral, algo entre 10% e 20% do faturamento projetado.
Exemplo: escritório com 2 sócios, em cidade de médio porte
- Custos fixos: R$ 8.000 (sala, internet, sistemas jurídicos, contador, transporte, água/luz);
- Pró-labore: R$ 6.000 para cada sócio → R$ 12.000;
- Marketing e tecnologia: 15% do faturamento.
Você precisa de um faturamento que cubra custos + pró-labore + marketing. A equação fica:
Faturamento = R$ 8.000 (custos) + R$ 12.000 (pró-labore) + 15% do faturamento
Organizando:
Faturamento – 15% do faturamento = R$ 20.000
0,85 x faturamento = R$ 20.000
Faturamento ≈ R$ 23.500/mês
Ou seja, sua meta mínima deveria girar em torno de R$ 23.500/mês para não viver no sufoco, dependendo de um único êxito grande para pagar o aluguel.
Erros comuns que derrubam o planejamento
- Usar o tíquete que você gostaria em vez do que o histórico mostra (ex.: sonhar com R$ 5.000 por caso quando, na prática, você fecha em R$ 2.000);
- Somar contratos longos de forma otimista, jogando todo o valor de honorários no mês da assinatura;
- Ignorar sazonalidade: aumentos e quedas em épocas de demissões em massa, datas de fim de ano em família, mudanças de lei previdenciária;
- Fingir que não existem inadimplência, descontos de última hora e renegociações forçadas pelo cliente.
Trabalhe com o cenário atual. Depois de medir, você mexe em posicionamento, nicho e processo comercial para puxar esse tíquete médio para cima.
Como estimar a taxa de conversão de leads em clientes em um escritório de advocacia
Taxa de conversão é a porcentagem de leads que efetivamente viram clientes pagantes, com contrato assinado e honorários combinados.
A fórmula é esta:
Taxa de conversão (%) = (Número de novos clientes / Número de leads) x 100
Exemplo simples: em 30 dias você recebeu 40 leads vindos do site, todos pelo Google, e 8 viraram clientes pagantes.
Taxa de conversão = 8 / 40 = 0,20 = 20%.
Faixas de referência para leads vindos do Google
Pela experiência com pequenos escritórios, uma faixa razoável para canais de busca (SEO + Google Ads) costuma ser:
- Até 10%: taxa baixa, geralmente com problema de qualificação (palavra-chave errada) ou atendimento desorganizado;
- Entre 10% e 25%: faixa saudável para a maioria das áreas contenciosas;
- Acima de 25%: indica público muito qualificado e/ou área com forte urgência na decisão.
Se você está abaixo de 10%, normalmente um destes dois pontos está falhando:
- As palavras-chave e páginas do site trazem muito curioso e pouco cliente decidido a contratar alguém;
- Atendimento fraco: demora para responder no WhatsApp, mensagens engessadas, ninguém faz triagem adequada antes de marcar consulta.
Como medir taxa de conversão na prática (sem complicar)
Você não precisa começar com um CRM caro. Uma planilha bem preenchida já muda o jogo.
- Colunas principais: data, nome, contato, origem (Google orgânico, Google Ads, indicação etc.), área, status (em atendimento, virou cliente, não fechou);
- Ao final do mês, filtre apenas “Google orgânico” e “Google Ads” e conte quantos leads entraram e quantos fecharam contrato.
Use janelas de pelo menos 30 dias. Melhor ainda se você olhar janelas de 90 dias, para escapar de meses muito fora da curva.
Taxa de conversão varia por área de atuação
Áreas com dor imediata e prazo curto tendem a converter mais.
- Trabalhista: empregado recém-demitido, prazo correndo, contas vencendo;
- Família: divórcio litigioso, guarda de filhos, medidas protetivas;
- Previdenciário em alguns cenários: benefício cortado, pessoa sem renda fixa.
Nesses tipos de caso, não é raro ver conversões entre 20% e 35% para leads bem qualificados que chegam do Google.
Em consultivo empresarial, tributário estratégico e societário, o ciclo de decisão costuma ser mais longo. O empresário compara mais de um escritório, envolve sócios e contador. Nesses contextos, uma taxa entre 10% e 20% costuma ser mais próxima da realidade.
Distribuindo a meta: qual parte dos clientes deve vir do Google e qual parte de outros canais
Você não precisa — e nem é saudável — depender 100% de leads pelo Google. O ideal é ter um mix de origens que se complementam.
Montando o mix de origens de clientes
Os canais mais comuns para pequenos escritórios são:
- Indicação (clientes atuais, ex-clientes, colegas, contadores, parceiros);
- Rede de contatos (networking, OAB local, palestras, associações de bairro ou de classe);
- Redes sociais (conteúdo recorrente, principalmente Instagram e LinkedIn);
- Google orgânico (SEO);
- Google Ads (anúncios pagos na busca).
Um mix inicial razoável, para quem está começando a usar o digital de forma mais séria, poderia ser:
- 40% indicação;
- 20% redes sociais;
- 20% Google orgânico (SEO);
- 20% Google Ads.
Com o tempo, você pode puxar mais para Google e redes sociais, reduzindo a dependência de indicação.
Exemplo: saindo de 80% indicação para 50% em 12 meses
Imagine o escritório da Ana, focado em direito trabalhista para empregados, faturando R$ 40.000/mês. Hoje, 80% desse valor vem de indicação de ex-clientes e de colegas.
A meta dela para os próximos 12 meses é:
- Chegar a R$ 60.000/mês de faturamento recorrente;
- Reduzir indicação para 50% do total;
- Fazer o Google responder por 40% (25% SEO, 15% Ads);
- Manter redes sociais gerando 10% do faturamento.
Se R$ 60.000 é a meta total, o Google precisa entregar 40% disso, ou seja, R$ 24.000/mês vindos de leads pelo Google.
Recalculando a quantidade de leads pelo Google apenas para sua fatia da meta
Vamos supor que o tíquete médio da Ana seja R$ 2.500 e que a taxa de conversão de leads vindos do Google esteja em 20%.
Primeiro, quantos clientes o Google precisa gerar por mês:
R$ 24.000 / R$ 2.500 ≈ 10 clientes/mês.
Depois, quantos leads esse volume de clientes exige:
10 / 0,20 = 50 leads por mês vindos de Google (somando tráfego orgânico e anúncios).
Repare como muda o foco. A meta da Ana deixa de ser “aparecer mais no Google” e passa a ser “chegar em 50 leads qualificados por mês do Google”. A partir daí, ela define quantos devem vir de SEO e quantos de anúncios.
Risco de depender de um único canal
Dois riscos aparecem muito em escritório pequeno:
- Viver refém de indicação, sem previsibilidade: se num mês ninguém lembra de você, o caixa murcha;
- Depender só de Google Ads: se o custo do clique dispara ou se a conta é bloqueada, o fluxo de leads some de uma semana para outra.
SEO bem trabalhado cria um fluxo mais estável de visitas e contatos. Não resolve em 15 dias, mas constrói uma base de tráfego que continua chegando mesmo que você reduza anúncios por um período.
Transformando a conta em plano: quantos visitantes do Google você precisa
Até aqui, falamos de meta em faturamento, número de clientes e leads. Falta um degrau: estimar quantas visitas vindas do Google o seu site precisa atrair.
Relação visita → lead → cliente
Em sites de pequenos escritórios que acompanho, a taxa de conversão de visitante em lead costuma ficar entre 1% e 5%. Essa variação depende de:
- Qualidade da palavra-chave (ex.: “advogado trabalhista em Curitiba” gera muito mais contato do que “direitos do trabalhador CLT”);
- Objetividade das páginas de serviço (explicar claramente que tipo de caso você atende);
- Facilidade de contato (botão de WhatsApp visível, formulário curto, telefone claro);
- Prova de experiência (explicar rotinas do escritório, sem promessa de resultado).
Se seu site converte 2% das visitas em leads e você precisa de 100 leads/mês, a conta é simples:
Visitas necessárias = Leads necessários / Taxa de conversão do site
100 / 0,02 = 5.000 visitas mensais vindas do Google.
Exemplo completo: da meta em reais até o volume de visitas
Montando o cenário de um escritório de família, com 2 advogados atendendo guarda, divórcio e pensão:
- Meta de faturamento: R$ 50.000/mês;
- Tíquete médio (entrada): R$ 2.500 por cliente;
- Taxa de conversão de lead em cliente (Google): 25% (0,25);
- Taxa de conversão de visita em lead no site: 3% (0,03).
Passo 1: clientes necessários por mês:
R$ 50.000 / R$ 2.500 = 20 clientes.
Passo 2: leads necessários (com 25% de conversão):
20 / 0,25 = 80 leads/mês vindos do Google.
Passo 3: visitas necessárias (com 3% de conversão no site):
80 / 0,03 ≈ 2.667 visitas mensais vindas de busca no Google.
Agora a meta fica concreta: SEO e anúncios, juntos, precisam trazer algo em torno de 2.700 visitas qualificadas por mês, focadas em termos com intenção clara de contratar (divórcio em acordo, divórcio litigioso, pensão alimentícia, guarda compartilhada, etc.).
Como melhorar a taxa de conversão do site e reduzir a necessidade de tráfego
É comum ver um escritório com 1.500 visitas/mês gerando mais contratos do que outro com 5.000. A diferença está em como o site transforma visita em lead.
Alguns ajustes que costumam aumentar essa taxa:
- Páginas específicas por serviço: uma para “advogado trabalhista para empregado demitido”, outra para “revisão de aposentadoria”, outra para “pensão alimentícia”, e assim por diante;
- Botões de contato claros: WhatsApp fixo no canto, botão “Falar com advogado” logo no topo da página, formulário simples;
- Provas de experiência: explicar quais tipos de casos você atende, quem é seu público (empregado, aposentado, empresário), sem prometer vitória;
- FAQ jurídico simples: responder em linguagem comum as dúvidas básicas que a pessoa faz antes de mesmo marcar uma consulta.
Se você quer dar o próximo passo nisso, recomendo ler sobre quando faz sentido criar uma landing page específica para escritório de advocacia. Em muitos projetos, é a landing page bem pensada que faz a taxa de conversão decolar.
Erros comuns ao buscar tráfego do Google
- Perseguir apenas volume de visitas, sem olhar se as palavras-chave indicam gente pronta para contratar alguém;
- Direcionar todo mundo para a home, em vez de mandar cada busca para uma página específica do serviço correspondente;
- Produzir conteúdo só para “explicar a lei”, sem conectar com o problema concreto da pessoa que está desesperada procurando ajuda;
- Ignorar a experiência no celular: se o site abre devagar, trava ou exige zoom, a pessoa desiste antes de achar o botão de contato.
Quanto investir em SEO e automação para bater a meta de leads pelo Google
Com a meta de leads na mão, vem a pergunta prática: quanto dá para investir em SEO, anúncios e automação sem matar a margem de lucro?
Custo de aquisição de cliente (CAC): quanto você pode gastar para trazer um cliente
Primeiro, defina até quanto você aceita gastar para conquistar um novo cliente, mantendo o escritório saudável.
CAC máximo desejado = Tíquete médio x Percentual máximo que você aceita investir para captar
Exemplo: tíquete médio de R$ 3.000 e você aceita investir até 25% disso para adquirir um cliente.
CAC máximo desejado = R$ 3.000 x 0,25 = R$ 750 por cliente.
Se sua taxa de conversão de lead em cliente é de 20%, então:
Custo por lead máximo = CAC máximo desejado x Taxa de conversão
Custo por lead máximo = R$ 750 x 0,20 = R$ 150 por lead.
Ou seja, se você estiver pagando até R$ 150 por lead qualificado de Google e mantendo 20% de conversão em clientes, a conta tende a fechar com folga.
Faixas de investimento mensal em SEO e automação para pequenos escritórios
Os valores variam por área e concorrência local, mas é possível dividir em três estágios típicos:
- Início (validação): R$ 1.500 a R$ 3.000/mês somando SEO básico, criação de conteúdo inicial e um pouco de Google Ads para testar termos;
- Tração: R$ 3.000 a R$ 7.000/mês, combinando SEO consistente, mais conteúdo, campanhas de Google Ads mais estruturadas e automação simples;
- Escala: a partir de R$ 7.000/mês, com produção forte de conteúdo, SEO local bem trabalhado, anúncios constantes e fluxo de automação completo.
O retorno de SEO puro costuma aparecer com mais força entre 4 e 9 meses de trabalho sério, dependendo de como está o seu site hoje e da briga pelas mesmas palavras-chave. Google Ads, por outro lado, reage em dias, desde que as campanhas estejam configuradas com boa segmentação.
Se você quiser se aprofundar em números de orçamento, tenho um guia específico sobre quanto investir em SEO e automação em um pequeno escritório, com faixas mais detalhadas por porte e momento do negócio.
Onde a automação entra nessa conta
Automação não é enfeite de ferramenta cara. Ela mexe diretamente na sua taxa de conversão e, portanto, derruba o custo por cliente.
Alguns usos práticos:
- Follow-up automático para quem pediu orçamento e sumiu: sequência de e-mails ou mensagens educadas lembrando da consulta e esclarecendo dúvidas comuns;
- Nutrição de leads mornos: pessoas que baixaram um material, acompanharam conteúdo, mas ainda não estão prontas para contratar;
- Uso de CRM jurídico para organizar etapas: lead novo, pré-qualificado, proposta enviada, fechado, não fechado, acompanhado para futuro.
Quanto melhor você aproveita cada lead que chega, menos tráfego precisa gerar via Google para bater a mesma meta de faturamento.
Curto prazo (Anúncios) x médio/longo prazo (SEO + conteúdo)
Na prática, a combinação que costuma funcionar melhor para pequenos escritórios segue esta lógica:
- Curto prazo: usar Google Ads para já começar a gerar leads, testar palavras-chave, entender quais tipos de caso e quais mensagens trazem clientes melhores;
- Médio/longo prazo: investir em SEO e conteúdo, focando nas palavras-chave e temas que os anúncios mostraram serem mais lucrativos.
SEO e conteúdo, bem feitos, reduzem a dependência de anúncio com o tempo. Os anúncios, por sua vez, aceleram a validação e trazem caixa enquanto o posicionamento orgânico amadurece.
Checklist final: validando se sua meta de leads pelo Google é viável
Antes de contratar agência, freelancer ou colocar dinheiro pesado em campanha, vale cruzar seus números com um checklist simples.
1. Revise os números principais
- Meta de faturamento mensal está clara e ligada aos seus custos, pró-labore e reinvestimento?
- Tíquete médio foi calculado com histórico real (3 a 6 meses), e não em cima de meia dúzia de casos excepcionais?
- Taxa de conversão de lead em cliente está medida por canal (Google, indicação, redes sociais)?
- Você chegou a um número concreto de leads pelo Google para escritório de advocacia que precisa gerar todos os meses?
- Já tem uma estimativa de tráfego mensal necessário do Google para chegar nesse número de leads?
2. Faça testes curtos antes de escalar
Em vez de investir alto logo na largada, monte um teste controlado de 60 a 90 dias.
- Defina uma meta de leads/mês vindos do Google nesse período;
- Separe um valor de teste para Google Ads e algum trabalho inicial de SEO;
- Registre todos os leads com origem, área, valor de honorários e resultado (fechou/não fechou);
- Calcule a taxa de conversão real e o CAC desse período de teste.
Com esse diagnóstico, você ajusta rota, orçamento e expectativas antes de colocar mais dinheiro na máquina.
3. Acompanhe indicadores mensais chave
- Número de leads qualificados por canal (Google orgânico, Google Ads, indicação, redes sociais);
- Custo por lead em cada canal pago (quanto você desembolsa para cada contato qualificado);
- Taxa de conversão de lead em cliente por canal;
- Faturamento gerado especificamente por clientes que vieram do Google.
Com esses indicadores na mão, você deixa de “gastar com marketing” e passa a investir sabendo o retorno de cada canal.
4. Quando reajustar sua meta
Algumas situações em que vale refazer todos os cálculos:
- Se a taxa de conversão ficar muito abaixo do previsto por 2 ou 3 meses seguidos, mesmo com atendimento ajustado;
- Se o tíquete médio mudar de forma consistente (para cima ou para baixo), por mudança de área, de perfil de cliente ou de política de honorários;
- Se você abrir ou encerrar áreas de atuação relevantes para o faturamento;
- Se decidir mudar o mix de origens, aumentando ou reduzindo o peso de leads vindos do Google.
O próximo passo é prático: reserve 30 minutos, abra uma planilha simples e coloque seus números reais de faturamento, tíquete, conversão e origem dos clientes dos últimos meses. A partir daí, você sai da torcida e passa a trabalhar com uma meta concreta de leads mensais do Google, alinhada com a realidade do seu escritório e com o quanto faz sentido investir em SEO, anúncios e automação.
Sobre o autor: Jefte. CEO da Escaly Conheça o profissional.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para começar a gerar leads pelo Google para escritório de advocacia com SEO?
Em geral, escritórios começam a sentir aumento consistente de tráfego orgânico entre 4 e 9 meses de trabalho contínuo de SEO. Isso depende da concorrência local, da qualidade técnica do site e da frequência de produção de conteúdo relevante. Em nichos menos disputados, alguns resultados podem aparecer antes, mas a construção de volume previsível exige meses de consistência.
É melhor investir primeiro em Google Ads ou em SEO para gerar leads para meu escritório?
Para quem está começando do zero, faz sentido iniciar com Google Ads para validar rapidamente quais palavras-chave trazem casos melhores. Em paralelo, você já estrutura o SEO focado nesses termos mais lucrativos, pensando no médio e longo prazo. Assim, os anúncios garantem fluxo imediato de leads, enquanto o SEO reduz a dependência de mídia paga ao longo do tempo.
Como saber se uma agência está realmente trazendo leads qualificados pelo Google para meu escritório?
Defina com antecedência o que é lead qualificado para o seu escritório e registre essas informações em planilha ou CRM. Acompanhe mensalmente não só o número de contatos, mas quantos deles estão dentro da área, da região e com real intenção de contratar. Se o volume de leads cresce, mas sua taxa de conversão em clientes cai, provavelmente há problema de segmentação ou de promessa na campanha.
Como evitar problemas éticos e com a OAB ao captar leads pelo Google?
Certifique-se de que seus anúncios e páginas não prometem resultados, não mencionam casos concretos identificáveis e não fazem comparação desleal com outros escritórios. Foque em explicar o tipo de serviço, o público que você atende e o passo a passo do atendimento, sempre em tom informativo. Em caso de dúvida, revise o Provimento 205/2021 da OAB e, se possível, peça parecer da comissão de fiscalização da sua seccional.